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| Júlia Brigonho |
Em
alguns dias da semana a minha mãe visitava, já no final da tarde, a residência
de uma distinta senhora idosa, onde ia tinha uma pequena prosinha, e eu ficava
por ali observando o movimento. A casa de Dona Júlia Lima Cruz “Júlia Brigonho” era simples, marcada
pela simplicidade bem característica de famílias tradicionais e católicas da
nossa cidade: lembro que havia na sala um quadro grande com a foto do Papa São
João Paulo II, dentre outros móveis.
Outra
lembrança presente na minha memória é que antes de retornarmos à nossa
residência, Dona Júlia tinha o costume de nos oferecer uma refeição, que também
desfrutava no seu jantar: inhame e carne de sol. Aquele aroma da carne assando
no fogão, salvo o engano de carvão, ainda está presente nas minhas primeiras
impressões da vida na cidade.
Passado algum tempo, como a família não possuía uma residência, foi preciso migrar para outro imóvel na Rua 1º de Maio, em Nova Cruz, e ali ficamos mais afastados daquela distinta senhora. Todavia aquelas visitas vespertinas sempre vêm em minhas memórias, e a figura de D. Júlia Brigonho e do seu esposo, João Antônio de Souza “João Brigonho”, sempre me traz uma sensação de feliz saudade.

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